Principal destaque é a exposição Fernando Pessoa

A exposição Fernando Pessoa, plural como o universo continua em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, espaço cultural do Governo de São Paulo, administrado pela Poiesis, Organização Social de cultura. Quem visitar a mostra terá a oportunidade de conhecer, ou reconhecer, algumas das personas do poeta português, que se revelam nos versos assinados por seus heterônimos – personagens-poetas com identidade própria – e por Pessoa, “Ele-mesmo”, e a observar a interação entres esses e outros vários personagens literários criados, simultaneamente, ao longo de seus 47 anos de vida.

Com curadoria de Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith e projeto cenográfico assinado por Helio Eichbauer, a exposição mostra toda a multiplicidade da obra de Pessoa e conduz o visitante a uma viagem sensorial pelo universo do poeta, fazendo-o ler, ver, sentir e ouvir a materialidade de suas palavras.

Além da exposição, o Museu da Língua Portuguesa preparou para este mês uma série de atividades gratuitas para todos os públicos.

Confira a programação:

Contação de Histórias – Contando Fernando Pessoa
Dia: 16 de outubro, às 14 horas
Duração: 35 minutos
Local: espaço café
Público alvo: interessados em geral
Vagas: livre

Fernando Pessoa – Ele mesmo e outros
O universo das cartas de amor trocadas por Fernando Pessoa e Ophélia Queiroz Avanço é explorado por meio da interpretação de trechos das missivas pelos atores. A contação desta história de amor do poeta e sua musa ressalta características marcantes da obra de Pessoa, como frases de efeito e apresentação dos diferentes estilos de seus pseudônimos criando uma atmosfera propícia para vivenciar nuances importantes de sua poesia. A apresentação também é pontuada por trechos da biografia do poeta de forma descomplicada e breve.
Com Carol Montone

Sarau Chama Poética – Tema: Fernando Pessoa
Dia: 16 de outubro, às 15 horas
Local espaço café
Público alvo: interessados em geral
Vagas: livre
Com a participação de Alex Dias Cássio Junqueira, Lula Barbosa e Maria Eugênia, sob direção de Fernanda de Almeida Prado, o Sarau Chama Poética fará uma apresentação especial dedicada inteiramente a Fernando Pessoa.

Apresentação Musical “Modinhas e Lundus”
Dia: 23 de outubro, às 15 horas
Local: espaço café
Público alvo: interessados em geral
Vagas: livre
O nome escolhido para este projeto, Lundu de Marruá, é uma corruptela da expressão Lundu de Mon Roi. Foi tirado de uma partitura provavelmente composta no Brasil e depositada na Biblioteca Nacional de Lisboa. A pesquisa do repertório do espetáculo foi realizada pelo Lira d´Orfeo, grupo criado por Edilson de Lima com o objetivo de divulgar a música brasileira. É formado por músicos e pesquisadores que se dedicam tanto à pesquisa teórica quanto à performance da música antiga européia e, sobretudo, da música brasileira. O Lira d´Orfeo vem se apresentando em locais como Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural Adamastor de Guarulhos, Instituto Cervantes da Embaixada Espanhola, Páteo do Colégio, entre outros. Em 2007 o grupo gravou seu segundo CD intitulado Lundu de Marruá pelo selo Paulus.

Projeto Revista Cultural – Virada da Educação
Com Os Babilaques
Dia: 22 de outubro, às 20 horas
Local: espaço café
Público alvo: interessados em geral
Vagas: Livre
Uma revista cultural ao vivo e em cores, sem playback nem reprise: aqui e agora. Esta é a proposta do projeto Revista Cultural. A estrutura da revista busca a diversidade. A partir de um eixo temático, o evento passa pela música, cinema, internet e literatura. Um mosaico de linguagens e referências que será compartilhado com o público.

Leitura Dramatizada do Texto “Colônia Cecília”, de Renata Pallotini
Direção: Emílio Fontana
Dia: 26 de outubro, às 19 horas
Local: espaço café
Público alvo: interessados em geral
Vagas: livre
Ao escrever esta Colônia Cecília, Renata Pallottini buscou representar a história real de uma colônia anarquista do princípio do século passado, fundada no Paraná, perto da atual cidade de Palmeira, pelo idealista italiano Giovanni Rossi. A Colônia Cecília existiu por quatro anos, nos quais as poucas dezenas de colonos, oriundos do norte da Itália, procuraram tornar concretos os maiores ideais do anarquismo clássico, tais como a fraternidade, a ausência de propriedade privada e o amor livre. Colônia Cecília estreou em Curitiba em 1984, em comemoração ao centenário do Teatro Guaíra. A direção foi de Ademar Guerra. Desde então, a peça tem sido montada em outras cidades.

Contação de Histórias – “Com Medo do Medo”
Com Carol Montone
Dia: 30 de outubro, às 15 horas
Local: espaço café
Público alvo: interessados em geral
Vagas: livre
Duração: de 35 a 40 minutos
Com Medo do Medo – Pílula Teatral sobre o Medo
O medo é o narrador desta montagem. Os diálogos propostos ao público partem da mesma referência: temer. A montagem opta pela não personificação dos atores, que funcionam como guias numa viagem reflexiva e sensorial até o medo, enquanto elemento da universalidade humana. O número teatral reflete distorções psicológicas e contextuais dos pavores sócio/econômico/políticos do ser. O texto trabalha com uma série de abordagens mais ou menos factuais do medo, algumas vezes levado à cena como genuína ilusão. Medo da loucura, da solidão, da vida, da existência, de si e dos outros, da violência, da morte são algumas nuances da mesma ferida exposta em todos nós: o medo de sentir medo. “Com Medo do Medo” reúne humor e dor como faces comuns à esta temática. Apresenta sátiras à neurose baseadas na literatura fantástica, a exemplo do conto da mulher que temia mirar sua imagem refletida em espelhos. Por outro lado a montagem leva à cena o temor inerente a impotência, por exemplo, quanto ao medo da violência e outras questões políticas e sociais.

Serviço
Museu da Língua Portuguesa
Praça da Luz, s/nº, Centro
Telefone: (11) 3326-0775
Entrada franca para as atividades
www.museudalinguaportuguesa.org.br
Visita ao Museu
Ingresso: R$ 6,00 (pagamento somente em dinheiro)
Estudantes com carteira de estudante do ano e documento de identidade pagam meia-entrada. Crianças com até 10 anos e idosos a partir de 60 anos não pagam ingresso, bem como professores da rede pública

Do Museu da Língua Portuguesa

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