Pólen, poeira e poluição são os principais causadores de alergia nesta época

Além das flores, a primavera reserva para algumas pessoas os incômodos provocados por um quadro alérgico. O fenômeno, causado pelo aumento do nível de pólen no ar, pode elevar a ocorrência de doenças como a rinite, a conjuntivite alérgica e a asma brônquica.

Provocado por plantas como o ipê, cana de açúcar, pastagem como o feno e até pela grama, o quadro alérgico provocado pela polinização é uma manifestação mais comum em cidades do sul do Brasil. Já em São Paulo, questões como a constante variação de temperatura e a poluição mascaram os sintomas, que podem ser interpretadas como uma gripe ou resfriado.

“A alergia provocada por pólen atinge mais as pessoas com familiares alérgicos. Além disso, quanto mais tempo o indivíduo se expõe ao pólen, mais sensível se torna à doença”, afirma a médica Lucia Guirau, responsável pelo serviço de alergia e imunologia do Hospital Infantil Darcy Vargas, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

Oferecido pelo hospital, o diagnóstico de alergia ao pólen é feito por meio de um teste cutâneo e recomendado às pessoas com residência fixa mínima de dois anos. Caso constatado a predisposição alérgica, o tratamento é feito por um processo conhecido como desensibilização, que consiste na injeção de antígenos em doses crescentes por um período aproximado de três anos.

Entretanto, segundo a especialista, algumas atitudes simples auxiliam no controle de um quadro alérgico: “Evitar exposição às flores e visitas aos parques, lavar bem olhos e o nariz e manter ambientes da casa bem limpos e arejados”. Além disso, também ressalta a importância de procurar um médico na ocorrência de sintomas como coriza, vermelhidão nos olhos, chiado no peito e espirro e, sobretudo, nunca realizar a automedicação.

De acordo com a médica do Darcy Vargas, tanto a poluição quanto a poeira podem ser componente causadores de irritabilidade aos portadores de alergias. “É fundamental que tanto crianças quanto adultos não fiquem expostos a tapetes, carpetes, cortinas, bichos de pelúcia ou qualquer outro objeto que acumule poeira e seja fonte de proliferação de ácaros. Por isso, é importante lavar roupas de cama pelo menos duas vezes por semana e manter limpos colchões, travesseiros e o estrado da cama. Pois, a cama é um dos lugares de maior concentração de ácaros, onde dormimos em média seis a oito horas, logo de maior permanência durante o dia”, finaliza a médica.

Da Secretaria da Saúde

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