Exposição tem objetos relacionados aos naturalistas Charles Darwin e Alfred Wallace

Até o dia 25 de janeiro, o Catavento Cultural e Educacional – espaço interativo do Governo do Estado de São Paulo, localizado no centro da capital paulista – apresenta a exposição Evolução e Natureza Tropical. Organizada pelo Museu da Vida, do Rio de Janeiro, para celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade, lançado no início de 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), a mostra tem como objetivo destacar como os trópicos, e especialmente a biodiversidade brasileira, inspiraram os naturalistas na formulação da teoria da evolução por seleção natural.

Os britânicos Charles Darwin e Alfred Wallace, colaboradores da Teoria da Evolução, são os protagonistas da exposição. Nela, os visitantes podem seguir os caminhos percorridos por esses dois naturalistas até a formulação da teoria da evolução por seleção natural. Ao refazer os passos de Darwin e Wallace pelos trópicos, os visitantes podem ver diversos objetos interessantes relacionados às viagens e ao trabalho de ambos como uma miniatura do HMS Beagle (navio que trouxe Darwin aos trópicos), modelos em resina de animais das Ilhas Galápagos (tartaruga, iguana e pássaros marinhos) e exemplares de mamíferos (preguiça, morcego).

“Devido à importância da teoria em questão e de Charles Darwin temos no Catavento, na seção Vida, uma área dedicada ao naturalista com réplicas dos crânios de alguns dos ancestrais humanos e um vídeo sobre a teoria da Evolução das Espécies”, conta Daniela Hikawa, educadora do Catavento e responsável por trazer a exposição ao espaço. “Acredito que a mostra complementa nosso acervo e mostra curiosidades sobre o assunto de forma didática”, complementa.

Os naturalistas no Brasil

Charles Darwin e Alfred Wallace estiveram no Brasil no século XIX. Darwin, no ano de 1932, passou quatro meses no Rio de Janeiro, tendo morado em Botafogo e visitado a região norte-fluminense, bem como a ilha de Fernando de Noronha (PE) e Salvador (BA). Wallace permaneceu entre 1848 e 1852 na Amazônia, onde mapeou o rio Negro. Em muitas de suas publicações posteriores sobre a teoria da evolução, os dois naturalistas ressaltaram a importância dessas viagens para a elaboração de suas ideias sobre a evolução dos seres vivos.

Outros dois personagens que tiveram papel importante na consolidação da teoria da evolução também estão retratados na mostra. O alemão Fritz Müller, cientista que morou em Blumenau (SC) em meados do século XIX, fez uma série de experimentos para contribuir com a teoria da evolução, sendo um grande apoiador de Darwin e de sua obra. Já o zoólogo suíço Louis Agassiz, que também esteve no Brasil e era amigo do imperador Dom Pedro II, tentou de todas as maneiras contestar esta teoria. Suas diversas tentativas públicas de desqualificar a teoria e seu eventual fracasso em fazê-lo cientificamente acabaram surtindo um efeito positivo de difusão das novas ideias sobre a evolução.

Sobre o Catavento

Resultado de uma parceria entre as Secretarias da Cultura e da Educação, o Catavento foi inaugurado em março de 2009. O espaço, que conta com 250 instalações distribuídas em quatro mil metros quadrados, é dividido em quatro seções (Universo, Vida, Engenho e Sociedade), cada uma delas elaborada com iluminação e sons diferentes, que contribuem para criar atmosferas únicas e envolventes.

Atrações como uma maquete do sol, uma caverna que reproduz as formações e sons originais, aquários de água salgada, anêmonas e peixes carnívoros e venenosos, uma parede de escaladas onde é possível ouvir histórias de personalidades como Gengis Khan, Julio Cesar e Gandhi e um passeio digital que mostra o Rio de Janeiro em 3D, são apenas algumas das atrações em que os visitantes comprovam que é possível aprender e se divertir ao mesmo tempo.

Serviço
Exposição Evolução e Natureza Tropical
Até 25 de janeiro
Onde: Catavento Cultural e Educacional
Local: Claustro
Endereço: Praça Cívica Ulisses Guimarães s/n – Parque Dom Pedro II, Centro – São Paulo/SP
Funcionamento: de terça a domingo, das 9 às 17 horas (a bilheteria fecha às 16h)
Classificação: livre
Entrada: R$ 6 e R$ 3 (meia entrada para estudantes e idosos)

Da Secretaria da Cultura

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