Confira as 10 tendências de ameaça virtual desse ano no mundo do cybercrime

2011 é o ano da sofisticação nos ataques virtuais. De acordo com pesquisadores, esse ano teremos a proliferação de espécies cada vez mais nocivas de malwares (http://pt.wikipedia.org/wiki/Malware), novas ameaças em redes sociais e ferramentas criminosas de engenharia social, além do surgimento de novos códigos maliciosos com alta capacidade de mudança para evitar detecção.


O PandaLabs, laboratório anti-malware da Panda Security, apontou as principais tendências para 2011 no mundo do cybercrime. Confira:

Crescimento dos malwares: O ano de 2010 se encerrou com um aumento significativo do número de malwares. Somente no ano passado foram criados mais de 20 milhões de novas espécies, representando uma taxa de crescimento da ordem de 50%. Acreditamos que em 2011 este movimento prossiga, com uma taxa de crescimento de malware até superior à de 2010.

Ciberguerra: O Stuxnet (vírus de espionagem industrial que invadiu as instalações nucleares do Iran); o vazamento de documentos pelo Wikileaks e as especulações apontando o governo chinês como responsável aos ataques ao Google são exemplos de eventos que marcaram a história de um cada vez mais claro conflito cirbernético já em curso. Nesta guerra virtual não há uniforme para distinguir os combatentes. É uma luta de guerrilha, onde não se sabe quem ataca e nem de onde ataca. A única coisa que se pode fazer é especular e deduzir o objetivo pretendido.

Ciberprotestos: Sem dúvida, foi a grande novidade de 2010. Este tipo de movimento foi inaugurado pelo Grupo Anônimo e sua Operação Payback e transformou em alvos instituições de combate à pirataria na Web e supostos inimigos do autor do wikileaks, Julian Assange. A partir daí, a moda já está criada. Mesmo usuários com pouco conhecimento técnico podem fazer parte destes.

Engenharia Social: Este é um dos ambientes que continuará sendo usado para atacar e infectar usuários desavisados. Hoje, as redes sociais são o terreno ideal para os hackers, pois os internautas ainda confiam na ferramenta, muito mais do que no e-mail. A distribuição de ataques via redes sociais foram comuns em 2010, principalmente nas duas mais utilizadas mundialmente: Twitter e Facebook. Com a proliferação dos conteúdos multimídia (fotos, vídeos, etc.), muitos malwares serão distribuídos disfarçados como Plugins, reprodutores e aplicações similares. Isto não quer dizer que os outros métodos desapareceram, ainda será comum ver ameaças disfarçadas de imagens, planilhas e apresentações de PowerPoint. Além disso, os sites de lojas online, instituições bancárias e plataformas de pagamento também continuarão sendo alvos preferenciais de ataques.

Celulares: Em 2011 haverá mais ataques a estas plataformas, mas não de forma massiva. A maioria dos ataques que vimos em 2010 tinha como alvo o sistema operacional móvel Symbian, que tende a desaparecer. Dos sistemas que estão no auge, a bola de cristal do PandaLabs prevê um aumento significativo de ameaças para o Android, convertendo a plataforma na preferida dos criminosos.

Ameaças Criptografadas que mudam rapidamente: Temos visto este movimento ao longo dos últimos dois anos e veremos um novo aumento em 2011. A cada dia são projetados novos malwares para enganar os usuários sem que eles percebam. Em 2011, eles estarão muito mais silenciosos e com mecanismos de criptografia preparados para conectá-los a um servidor e se atualizarem rapidamente no momento que as companhias de segurança os detectarem. Os malwares serão cada vez mais dirigidos a usuários específicos. Ultimamente o principal objetivo são as empresas, já que as vendas de dados de propriedade destas estão em alta no mercado negro.

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