Demora a surgir minhas cãs.
Mas já sinto as mudanças em minha mente.
Sinto e fico contente.
Estou no auge da vida e vejo tudo mais claro.
Saio da penumbra e da neblina da juventude.
O corpo pesa e alma é leve.
O olhar vê e contempla coisas tão ínfimas, mas tão belas.
Não sinto solidão, pois tenho Deus comigo.
A minha razão é meu maior castigo.
È Tudo tão claro que ás vezes temo.
O lado do orgulho e da maldade que agora compreendo.
Homens e mulheres que na cobiça da vida trocam o tudo por nada.
Seguem em seus risos frouxos, inconsequente, sem dimensionar o real valor do amor, do riso ou da dor.
Os dias passam com seu mal ou bem.
Brigam, reclamam e sempre querem mais.
E o vazio se preenche com tão pouco, tão pouco que no ímpeto não é notado.
Pisar no freio, parar de correr.
Só o tempo pode revelar o real valor da vida.
Pode trazer novo olhar, o olhar que contempla os detalhes,
Que valoriza o que é essencial.
E não faz drama pela bobeira da insignificância.
Sabe definir o que importa do trivial.

Por Diva Aparecida do Carmo, 55 anos, de Bauru

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