Será realizada de 15 a 22/3, no MIS e em duas salas da capital paulista, e exibirá mais de 40 filmes gratuitamente

O MIS, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, contará com uma programação audiovisual que terá o meio ambiente como protagonista durante a 1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental, que será realizada entre os dias 15 a 22 de março, no Museu da Imagem e do Som e também, no Cine Livraria Cultura e Cine Sabesp.

Com uma programação guiada pelos seguintes eixos temáticos: Ativismo, Povos e Lugares, Consumo, Energia, Água e Mudanças Climáticas, a mostra apresenta, ainda, um Panorama Histórico, uma Mostra Infantil. Além disso, realizará sete debates com quatro convidados internacionais.

Segundo André Sturm, diretor executivo do MIS, a mostra pretende chamar a atenção da população para o tema, além de promover encontros e discussões por meio da exibição de longas, médias e curtas-metragens, debates, homenagens e participação de convidados internacionais.

Com patrocínio da AES Brasil, Instituto Votorantim e White Martins, e incentivo do ProAC (Programa de Ação Cultural) e Secretaria de Estado da Cultura, a programação, exibirá mais de 40 filmes, entre longas, médias e curtas-metragens, ficção e documentário.

Entre as obras selecionadas, há mais de uma dezena de filmes inéditos no Brasil, como o indicado ao Oscar® 2012 If a tree falls: a story of the earth liberatin front, de Marshall Curry e Sam Cullman, There once was an island (dirigido por Briar March, um dos convidados da mostra) e Food Inc, com direção de Robert Kenner.

O diretor homenageado dessa primeira edição da mostra é Adrian Cowell, que realizou trabalho histórico de documentação da destruição da Floresta Amazônica. Nascido na China, em 1934, começou a filmar no Brasil ainda nos anos 50. Companheiro dos irmãos Villas Boas e do também sertanista Apoena Meirelles, fez uma série de filmes sobre a Amazônia, entre eles, A Década da Destruição, uma série de onze filmes, feita ao longo de dez anos, com a qual conquistou importantes prêmios, entre eles, o BAFTA (British Academy).

Sobre a ECOFALANTE
A ECOFALANTE nasceu em 2003, da ação de um grupo de educadores, comunicadores, cineastas e profissionais de diversas áreas do conhecimento científico voltados para questões culturais e sócio-ambientais e para a utilização das novas e disponíveis tecnologias que contribuam para o desenvolvimento sustentável, a preservação e a recuperação do meio ambiente. A ONG realiza documentários como a série Histórias da Mata Atlântica (composta por três episódios: O Pontal do Paranapanema, Visita à Aldeia Guarani e O Vale dos Quilombos). Outros filmes representativos da Ecofalante são os relacionados à cultura japonesa, como Histórias da Imigração Japonesa.

Confira a programação completa:

Quinta-feira | 15 de março
Coquetel de abertura

Sexta-feira | 16 de março
Mostra Infantil

Sábado | 17 de março
16h – Sessão de curtas-metragens

18h – Os Catadores e Eu (Les glaneurs ET la glaneuse) [2000, 82 minutos, França; Agnès Varda” >
A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos catadores, aqueles que vivem da recuperação de coisas que os outros rejeitam. Uma reflexão muito particular sobre a sociedade de consumo e seu subsequente desperdício.

20h – Iracema, uma Transa Amazônica [ 1976, Brasil; Jorge Bodanzky, Orlando Senna” >
Em 1970, um motorista de caminhão, sulista, em Belém do Pará, durante as festas do Círio de Nazaré, conhece Iracema, uma jovem índia prostituída. Dá-lhe uma carona, deixando-a num lugarejo no meio da estrada. A viagem, como todo o filme, serve como pretexto para que sejam mostrados problemas da região – desmatamento, más condições de trabalho e saúde, venda de camponeses em confronto com a fantasiosa propaganda institucional.

Domingo | 18 de março
18h – Tamboro [ Inédito em São Paulo; 2009, 90 minutos, Brasil; Sergio Bernardes” >
Filme conta com importantes depoimentos de pensadores brasileiros como Leonardo Boff, Rose Marie Muraro, Aziz b´Saber, Ailton Krenak, Seu Jorge e anônimos que formam um Brasil multicultural, criando um tecido de depoimentos e imagens reverente à natureza, e amoroso com o habitante dessa terra. O filme traz uma necessária e atual reflexão sobre nosso país, uma edição emocionante, do próprio Sérgio, que gravou separadamente os sons das cenas filmadas e música do maestro Guilherme Vaz.

20h – Sessão de curtas-metragens

Terça-feira | 20 de março
9h – Sessão Infantil

14h – Sessão Infantil

16h30 – Corumbiara [2009, 117 minutos, Brasil; Vincent Carelli” >
Em 1985, o indigenista Marcelo Santos, denuncia um massacre de índios na Gleba Corumbiara (RO), e Vincent Carelli filma o que resta das evidências. Bárbaro demais, o caso passa por fantasia e cai no esquecimento. Marcelo e sua equipe levam anos para encontrar os sobreviventes. Duas décadas depois “Corumbiara” revela essa busca e a versão dos índios.

19h – Batida na Floresta [2005, 59 minutos, Brasil;Adrian Cowell” >
A luta de Walmir de Jesus, o gerente do IBAMA em Ji-Paraná, para conter o desmatamento desenfreado da Amazônia no estado de Rondônia. O filme mostra Walmir combatendo a extração e a venda ilegal de madeira, corrupção na política e no funcionalismo público local, desemprego e invasões em áreas de Parques Nacionais e de índios isolados.

20h – Debate

Quarta-feira – 21 de março
17h30 – Iracema, uma Transa Amazônica [1976, Brasil;Jorge Bodanzky, Orlando Senna” >
Em 1970, um motorista de caminhão, sulista, em Belém do Pará, durante as festas do Círio de Nazaré, conhece Iracema, uma jovem índia prostituída. Dá-lhe uma carona, deixando-a num lugarejo no meio da estrada. A viagem, como todo o filme, serve como pretexto para que sejam mostrados problemas da região – desmatamento, más condições de trabalho e saúde, venda de camponeses em confronto com a fantasiosa propaganda institucional.

19h15 – Serras da Desordem [2006, 135 minutos, Brasil;Andrea Tonacci” >
Carapirú é um índio nômade que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante dez anos, anda sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2 mil quilômetros de seu ponto de partida. Levado a Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, ele vira manchete nacional e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas quanto a sua origem e identidade.

Quinta-feira – 22 de março
9h – Sessão Infantil

14h – Sessão Infantil

17h30 – Serras da Desordem [2006, 135 minutos, Brasil;Andrea Tonacci” >
Carapirú é um índio nômade que escapa de um ataque surpresa de fazendeiros. Durante dez anos, anda sozinho pelas serras do Brasil central, até ser capturado em novembro de 1988, a 2 mil quilômetros de seu ponto de partida. Levado a Brasília pelo sertanista Sydney Possuelo, ele vira manchete nacional e centro de uma polêmica entre antropólogos e linguistas quanto a sua origem e identidade.

20h – Os Catadores e Eu (Les glaneurs ET la glaneuse) [2000, 82 minutos, França; Agnès Varda” >
A partir de um célebre quadro de Millet, o filme de Agnès Varda é um olhar sobre a persistência na sociedade contemporânea dos catadores, aqueles que vivem da recuperação de coisas que os outros rejeitam. Uma reflexão muito particular sobre a sociedade de consumo e seu subsequente desperdício.

1ª Mostra Ecofalante de Cinema Ambiental
Data: 15.03 a 22.03
Local: Auditório MIS
Auditório MIS (173 lugares).
Ingresso: Gratuito – Retirada de ingressos com 1h de antecedência

Museu da Imagem e do Som – MIS
Avenida Europa, 158, Jardim Europa, São Paulo | (11) 2117 4777 | www.mis-sp.org.br
Estacionamento conveniado: R$ 8 (até as 18hs, por período de até 6 horas). Acesso e elevador para cadeirantes. Ar condicionado.

Fonte: Secretaria da Cultura

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