Dicas de etiqueta nas redes sociais para não atrapalhar no seu trabalho

O analista de sistemas Filipe Augusto Machado, de 26 anos, trabalha em uma empresa multinacional de tecnologia de informação do Paraná há pouco mais de um ano. Logo que foi admitido, três colegas de trabalho que ocupam cargos superiores ao dele, inclusive o chefe direto, o adicionaram no Facebook. “Me senti na obrigação de aceitar. Ficaria chato se não aceitasse, porque eles iam saber”, comentou.
Com a popularização do Facebook, é comum o usuário ter entre os “amigos” pessoas com quem não tem intimidade – pior: contatos para os quais algum post ou foto menos comportada podem significar “queimar o filme”, como os pais, sogros ou o patrão.
Para evitar saias justas, Filipe decidiu mudar algumas atividades de atualização da página e diz que, durante o expediente, parou de fazer postagens.
“Tinha o Twitter integrado ao Facebook e, de cara, cortei, porque escrevia muita besteira o dia inteiro no microblog”, conta. “Também tirei o ‘check in’ do Foursquare [programa pelo qual o usuário pode apontar em que local está” >.” No trabalho atual, ele não pode acessar o Facebook pelo computador. Para entrar na rede, ele usa um smartphone: “Apenas leio e respondo mensagens”.
Filipe diz que passou a usar ferramentas de privacidade (veja dicas ao fim da reportagem). “Criei um grupo para os amigos mais próximos, assim tem coisas que ficam disponíveis só pra eles”, conta. “Acho um pouco ruim [ter de” > se privar de algumas coisas. Por exemplo, se você está com vontade de postar uma foto na balada com os amigos, não vou postar porque vão pensar coisas de mim. Mas também, exposição demais não é bom”, opina.

Posso não adicionar o chefe?
“O brasileiro não separa as relações de trabalho com as pessoais”, afirma Eline Kullock, do Grupo Foco, empresa de seleção de profissionais. Mas, se alguém não quiser adicionar o chefe, pega mal dizer “não”? Para a especialista, não é errado recusar o pedido de amizade, se o usuário explicar o motivo ou preferir adicionar o chefe a uma rede profissional.
“Não tem problema nenhum em dizer não, tendo uma alternativa imediata para adicioná-lo em outra rede [como o LinkedIn” >”, diz Andreza Santana, gerente de marketing da recrutadora Monster. Porém, ter várias pessoas do escritório no Facebook e deixar o chefe de lado, “pode parecer que ele está sendo excluído”, acrescenta Eline.
Famoso pelos comentários ácidos em seu videoblog, Felipe Neto comenta as “saias justas” sobre o Facebook. Para ele, a melhor tática para não ter que adicionar quem não se quer é fingir que nunca entra no Facebook.
“Ou você pode ser sincero e dizer que compartilha coisas que não quer que a pessoa veja. Vamos ser sinceros, gente!”.

Comentário deu confusão
Para especialistas, os usuários devem ter cuidado com o que colocam nas redes sociais, independente se o chefe está na lista de amigos. “O fato é que grande parte dos recrutadores entram no Facebook para acompanhar o perfil dos candidatos. Mesmo para usuários que já estão empregados, algumas companhias vêm estabelecendo regras sobre como usar o Facebook. Os profissionais devem se adequar caso queiram se manter no emprego”, aconselha Andreza.
É preciso atenção até para o horário de um post. Na empresa de segurança onde Estefânia Martins, de 26 anos, trabalha, em Porto Alegre, o Facebook é bloqueado para a maioria dos funcionários. A rede social está disponível apenas para os líderes e o setor de marketing.
Durante o expediente, uma das funcionárias que trabalham com Estefânia fez um comentário referente à roupa de outra colega, sem citar o seu nome. Um dos líderes da empresa leu o comentário, imprimiu e o entregou para a funcionária. O caso levou a empresa a reunir executivos para discutir o uso das redes sociais durante o expediente. Eles decidiram bloquear o Facebook para as funcionárias de Estefânia.
“Ela não imaginava que fosse haver essa repercussão, tanto que fez um comentário sobre uma pessoa que não tem Facebook. Mas ela me justificou que a página é dela e que poderia escrever o que quisesse”. Estefânia acredita que a sua funcionária ultrapassou os limites e que elas ainda precisam aprender a lidar com as redes sociais no trabalho. “Mas acho que as pessoas ainda são livres. Hoje, eu estou controlando o teor de tudo o que as minhas funcionárias escrevem”.

Fonte: G1

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