As empresas de software querem o governo fora da estratégia de fomento ao uso de software livre. Também reivindicam, por meio da Abes Associação Brasileira de Software, que o portal de Software Público funcione com igualdade de tratamento para soluções de código aberto ou proprietárias.

No levantamento sobre o mercado de software e serviços de TI, apresentado nesta quarta-feira, 01/08, na ABES Conference 2012, realizada na capital paulista, a entidade mostra, com dados da IDC, que o open source entre software e serviços faturou US$ 787 milhões em 2011 – sendo US$ 161 milhões em software e US$626 milhões, em serviços – um valor bem abaixo do esperado e muito capitaneado pelo poder de compra do Estado, que responde por 66% do mercado.

Segundo ainda o levantamento, as empresas de open source têm vida média de apenas oito meses, o que impede a continuidade das plataformas adquiridas. “O governo precisa atuar como fomentador, como comprador e não como concorrente das empresas de software”, destacou Jorge Sukarie, que integra a direção da ABES.

Uma das reivindicações das empresas de software é, exatamente, que o governo atue menos como empresário. “Precisamos que o poder público incentive a produção”, acrescentou o executivo. Nessa linha, as empresas pedem uma mudança na atual política de preferência por software livre, considerada nociva para os projetos na área de software.

E dentro dessa argumentação pleiteam uma igualdade de tratamento entre as soluções de códigos aberto e proprietárias, com propriedade intelectual e acessos protegidos, no Portal de Software Público. “Não tem que fazer nenhuma diferença. Temos que desenvolver o software nacional, seja ele, aberto ou proprietário. O importante é saber o que é melhor para o usuário, qual é a melhor solução que vai ser aplicada ao negócio”, sustenta Jorge Sukarie.

O Brasil, de acordo com a pesquisa, conduzida com dados da IDC, entrou no TOP 10 do mercado mundial de software e serviços em 2011, mas enfrenta problemas graves como a grande presença dos software internacionais – com 78% do mercado. Apesar disso, o levantamento projeta que o Brasil triplicará seu mercado interno até 2020, passando a ter um mercado total na ordem de US$ 60 bilhões, o que levará o país a ocupar a 8ª posição do ranking mundial.

Fonte:Convergência Digital

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