Concurso é para assistente técnico-administrativo; salário é de R$ 2,8 mil.
Especialistas dão dicas gerais e por disciplina.

O Ministério da Fazenda abre nesta segunda-feira (6) as inscrições do concurso público para 463 vagas de assistente técnico-administrativo. Trata-se de um dos concursos de nível médio mais aguardados do ano. No último concurso, realizado em 2009, se inscreveram 573 mil candidatos.

São 322 vagas para o Distrito Federal (305 para ampla concorrência e 17 para deficientes ) e 141 para São Paulo (133 para ampla concorrência e 8 para deficientes). O salário é de R$ 2.858,82, incluídas as gratificações. O candidato deve ter ensino médio concluído.

A prova de conhecimentos básicos terá língua portuguesa, raciocínio lógico-quantitativo e conhecimentos de informática. Já a prova de conhecimentos específicos terá direito administrativo, direito constitucional, arquivologia e gestão pública. Faltam pouco mais de 2 meses para a prova, marcada para o dia 21 de outubro, portanto, os candidatos devem investir em resolução de provas anteriores, dizem especialistas.

De acordo com Leonardo Pereira, diretor do Instituto IOB, as disciplinas da prova de conhecimentos básicos não mudaram, mas houve uma abertura do leque de português, incluindo conhecimentos de redação, compreensão e interpretação de texto, além de ortografia oficial, antes não necessários. Na prova de conhecimentos específicos, saíram direito tributário e previdenciário e entraram arquivologia e gestão pública. “Para os candidatos que iniciarão sua preparação agora, ainda dá tempo, pois a prova será somente em 21 de outubro, restando ao candidato quase 3 meses de preparação. Portanto, uma dica importante é dar muito enfoque para a disciplina de arquivologia, pois serão 20 questões que podem fazer a diferença no final”.

Segundo ele, para conseguir a aprovação, o candidato deve acertar, no mínimo, 40% das questões de português, 50% das questões de conhecimentos básicos e específicos e ainda, 60% da prova toda. “Diante disso, nenhuma disciplina deve ser deixada de lado na hora de estudar”.

“Os candidatos de nível médio ainda terão que competir com candidatos de nível superior, que com certeza realizarão o concurso, tendo em vista que a remuneração é de R$ 2.858,82, equiparada a alguns concursos de nível superior”, afirma.

Paulo Estrella, diretor da Academia do Concurso, diz que na prova de conhecimentos básicos a disciplina de maior peso é português, por isso, o candidato deve se preocupar bastante , já que para ser classificado precisa acertar 40% da disciplina. Com os 40 pontos de língua portuguesa, 10 de raciocínio lógico e 10 de informática, é necessário acertar no mínimo 50% da prova de conhecimentos básicos. Em relação aos conhecimentos específicos, direito administrativo e constitucional ficam com 20 pontos, arquivologia fica com 40 e gestão pública, 10, e também é necessário acertar no mínimo 50% da prova. Portanto, arquivologia tem maior peso. “O candidato deve tomar bastante cuidado também com essa disciplina [arquivologia”> que, apesar de não ter conteúdo programático muito denso, são 20 questões que precisam de um bom desempenho. Com isso, essas duas disciplinas são as de maior peso na prova: português na prova um e arquivologia na prova dois”, diz.
“Somando as duas provas, que acontecem no mesmo dia, o candidato precisa de 60% de acerto para estar classificado e entrar no processo de classificação e distribuição de vagas. Então, a dica é estudar bastante e não abandonar disciplina nenhuma, mas ter um foco maior em língua portuguesa e arquivologia que são as duas que vão fazer diferença.”
Português
De acordo com o professor de língua portuguesa do Concurso Virtual, Marcelo Rosenthal, as provas da Esaf são longas e cansativas. Ele recomenda que o candidato não leia todos os textos, mas somente se a questão for efetivamente de interpretação. “A Esaf privilegia comentários gramaticais que exigem raciocínio lógico do candidato. Dificilmente é solicitada a classificação de um termo ou de uma oração. Portanto, as análises são realizadas quanto a aspectos da língua que as pessoas devem saber para escrever corretamente e para compreender a estrutura textual”, diz. Ele cita como exemplos a justificativa do emprego de um sinal de pontuação e a necessidade de uma preposição ou flexão de um verbo em relação à concordância com algum termo exposto no texto. “Além disso, há questões que envolvem construções corretas e erradas, o que obriga o candidato a estudar crase, regência, concordância, colocação pronominal e pontuação”, diz. Ele indica que o candidato faça o máximo possível de questões anteriores da Esaf.
Robson Moraes, professor de português da Academia do Concurso, diz que as respostas para as questões sobre interpretação estão explícitas no texto. Além disso, a Esaf traz assuntos ligados, principalmente, à sintaxe, que engloba termos, orações, concordância, regência, emprego e colocação dos pronomes.

Raciocínio lógico
O professor Paulo Quilelli, da disciplina de raciocínio lógico da Academia do Concurso, diz que as questões da Esaf são claras, sem subterfúgios. “A prova de lógica se caracteriza pela cobrança de questões que envolvem conhecimento das tabelas verdades, das fórmulas de negação e principalmente das equivalências clássicas da condicional, como a contrapositiva e a negação da negação da condicional, a disjunção”, diz.

Segundo ele, sempre há também uma questão de argumentação lógica e isso envolve todo o conhecimento das tabelas verdades. São cobradas ainda questões de verdade-mentira, deduções lógicas, análise combinatória e probabilidade. “Não são questões fáceis, é preciso estudar muito e fazer muitos exercícios. Matriz, determinante e sistemas (álgebra linear ) são cobrados em forma de lógica, diferentemente de uma prova de matemática. Para variar, aconselha-se a fazer exercícios de provas anteriores.”
Informática
O professor Carlos André, da Academia do Concurso, diz que os conteúdos mais cobrados devem ser Excel/CALC: funções, referências e ferramentas mais usadas; internet: conceitos básicos, navegadores, protocolos e intranet; segurança: princípios básicos da segurança da informação, ataques e pragas virtuais; Linux: comandos básicos e diretórios. “Lembre-se de que o nosso cérebro esgota com muita facilidade quando submetido muito tempo a um mesmo assunto ou operação. Então, a cada 2 horas de estudos, dê uma parada de 20 minutos”, diz.

Arquivologia
De acordo com Antonio Victor Botão, professor de arquivologia, o programa pede o básico da disciplina: conceitos principais, princípios teóricos, classificação de arquivos e documentos, gestão de documentos, avaliação, protocolo, métodos de arquivamento e preservação. “A novidade está na solicitação de política nacional de arquivos, legislação e documentos digitais. Estudar legislação específica como a Lei 8.159/1991, a MP 2.200/2001 e a nova Lei de Acesso 12.527/2011 ajuda bastante”, diz.
Direito administrativo
Alexandre Prado, professor de direito administrativo do Concurso Virtual, diz que o edital aumentou o conteúdo programático em relação ao concurso anterior, exigindo do candidato um conhecimento mais abrangente. “Além de substituírem o conteúdo de tributário e previdenciário por arquivologia, incluíram o tema gestão pública. Com esse novo enfoque, fica claro que a administração pública quer efetivamente um servidor administrativo, retirando o foco técnico nesse processo seletivo de sua atividade fim, ou seja, a previdenciária e tributária”, diz.
De acordo com ele, houve uma mudança significativa em relação ao conteúdo de direito administrativo tanto na quantidade de temas novos quanto no aprofundamento dos temas antigos. O edital de 2009 exigia a lei 8.112/90 e determinava os tópicos a serem abordados, mas no edital atual foi trazida a lei de forma implícita dentro do tópico de agentes públicos, bem como estendeu o tema exigindo o conhecimento dos conceitos, distinções e legislações sobre o tema. Além de licitações, como no edital anterior, exige também os temas contratos e sistemas próprios da administração federal de cadastramento de fornecedores.
Foi incluída ainda a parte doutrinária sobre administração pública, tema que no edital anterior somente exigia as normas constitucionais. “Diante disso, o candidato nessa reta final deve dar enfoque aos novos conteúdos, principalmente pela mudança do enfoque”, diz.

Direito constitucional
O professor Carlos Ramon recomenda que o candidato se atenha para as características da banca Esaf, que cobra posicionamentos jurisprudenciais, não se limitando ao texto seco da lei. Além disso, ele indica que sejam priorizadas alterações trazidas pelas emendas constitucionais, como por exemplo, a emenda 69, que alterou a Organização do Estado Brasileiro. Segundo ele, as garantias constitucionais e os poderes da República Federativa do Brasil sempre são cobrados.
Gestão pública
O professor de Gestão Pública Alberto Almeida diz que o candidato deve começar a resolver a prova pelas questões mais fáceis. “Já as questões mais difíceis e trabalhosas da disciplina gestão pública vão exigir muita concentração e devem ser respondidas ao final, quando se tem mais calma e tranquilidade”, diz.

“É interessante também resolver questões controlando o tempo gasto, pois é comum os candidatos não conseguirem resolver todas as provas por falta de tempo, em virtude de geralmente os anunciados e as questões terem um conteúdo textual significativo”. De acordo com o professor, os temas do edital para a disciplina são clássicos na banca e vão exigir contextualização do candidato na hora da prova.

Fonte: G1

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