Para muitas pessoas, acompanhar a evolução tecnológica não é tarefa fácil. Ainda mais morando em uma cidade do interior de São Paulo, como Matão. Mas para Lygia Bovo, de 57 anos, não se amedronta com as novidades, tanto que aceitou o desafio de ficar uma semana acampada na Campus Party. O evento, que reúne geeks e nerds de todo o país, está trazendo várias ideias para a monitora que iniciou o trabalho no Programa Acessa São Paulo há menos de seis semanas. E mesmo com pouco tempo de casa, já iniciou um projeto em Silvânia, distrito de Matão, onde fica o posto em que trabalha.

Após um períodos fora do mercado de trabalho, Lygia, que também é pedagoga, viu no posto Acessa uma nova oportunidade. Logo nos primeiros dias de trabalho, veio para São Paulo participar do primeiro módulo da Capacitação de monitores. E foi lá que se apaixonou pela ideia da Rede de Projetos, mesmo não tendo se aprofundado no tema. “Gostei demais. A parte de ficar liberando máquina no posto é o de menos” afirma a monitora, que quer aprender mais sobre o dispositivo que estimula o desenvolvimento de projetos de tranformação social.

Ao perceber que muitas mulheres de Silvânia, acima de 40 anos não sabiam mexer no computador, teve uma ideia simples e eficaz. Conseguiu um notebook para o posto e passou a usar a última hora de trabalho para fazer atendimento à domicílio. Em cada visita, explica um pouco de como utilizar o computador e tenta mostrar tutoriais dos temas que mais as agradam, desde crochê a viagens.

E esse projeto parece ser apenas o começo. A Campus Party está mostrando novas perspectivas para essa jovem senhora que não deixa a idade ser um empecilho. “Estou tendo a oportunidade de exercitar a minha criatividade, de ver que posso colocar em prática muitas coisas que eu sei que sou capaz de fazer. E o evento está fazendo isso explodir dentro de mim” diz.

As atividades de educação são o que mais chamam a atenção de Lygia, principalmente os games educaticativos. “Acho que a educação está muito parada em relação ao ‘boom’ de inovações que estão acontecendo no mundo. Esse tema pode trazer uma forma nova de aprendizado”. E Lygia quer ainda mais. “Gostaria de aprender a desenvolver esses games e fazer com que professores e crianças aprendam também”, afirma.

Mesmo como o corpo não acompanhando a cabeça, como costuma dizer, não há quem faça a monitora perder uma atividade de interesse. “Esse evento e a Rede de Projetos estão deixando tudo que eu realmente sou e gosto vir à tona. Não vai ser o cansaço que vai me fazer parar”, diz. “Mesmo assim estou me sentido renovada”, completa.


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