Lourival e a esposa. Família se reencontra após 15 anos.

Em 2009, no assentamento Gleba XV de Novembro, município de Rosana, foi implantado um posto do Acessa São Paulo. Talvez o mais desconfiado dos futuros usuários do posto fosse Lourival Araújo, 71 anos, conhecido como Maluf. Ele observava a movimentação com seus olhos profundos de receio, o cabelo branco penteado para trás e os sulcos encovados de quem sabe que manter um pé atrás pode ser o jeito certo de dar dois passos a frente. Assim que as portas do posto foram abertas, Maluf procurou a monitora Juliana Maria Vieira para expôr sua incredulidade. “Só acredito que esse negócio é bom mesmo se me ajudar a encontrar meu irmão Osvaldo, que não vejo há 15 anos”, desafiou. A história comoveu Juliana, que aceitou o desafio. Eles não sabiam, mas logo, por meio do AcessaSP, a família seria novamente unida.

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No entanto, para chegar lá, Juliana precisava de algumas informações: ambos nasceram em Assis, mas o trabalho no comercio obrigava o irmão de Lorival a mudar-se frequentemente, dessa forma, a última informação que teve dava conta que Osvaldo passara pelo Paraná, onde Lorival também havia morado. Exercitando a memória e buscando novas informações na rede, Lorival e Juliana rastrearam alguns estados por onde o irmão havia passado, entre eles Pará, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. A última mudança teria sido para o município Serra, no Espiríto Santo. E eles estavam certos.

O contato inicial aconteceu a partir da loja de peças automotivas, negócio com o qual Osvaldo estava trabalhando. Em seguida conseguiram comunicar-se com o sobrinho de seu Lorival, que rapidamente contou a boa nova ao pai. Quinze anos de espera, e uma conexão de internet depois, os irmão se reencontram.

Osvaldo de Araújo, hoje com 76 anos, não acreditou ao receber notícias do irmão cinco anos mais novo. Após dois meses, ele e toda a família foram até Gleva XV. A reunião de Maluf, sua esposa e seus três filhos, com Osvaldo, sua mulher e seus 2 filhos durou 15 dias. Foram tempos de muita festa: “Passamos os dias relembrando a pesca que fazíamos juntos, e principalmente dos nossos pais”.

Hoje, os dois irmãos se falam com frequência e contam um do outro com muita saudade, e doses saudosas de carinho. Eles ainda têm outras duas irmãs, as quais nunca reencontraram, e cujas últimas informações dão conta que vivem no Paraná. Felizmente, agora eles já sabem o caminho para as encontrar.

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