Alunos da Escola Maria Aparecida Tamaso fazem do laboratório de informática uma extensão da sala de aula.

O uso de jogos, software e revistas eletrônicas em sala de aula é comprovadamente um bom instrumento para ajudar os professores a passar conhecimento para seus alunos. Em Espírito Santo do Pinhal, no interior de São Paulo, uma experiência realizada no ano passado em três escolas do município rendeu frutos e contribuiu para incorporar o uso da tecnologia ao ensino público.

O projeto piloto, com duração de três meses, ganhou o nome de “Pinhal Educa” e envolveu a prefeitura de Espírito Santo do Pinhal, o Instituto Ciência Hoje e o Acessa SP, programa de inclusão digital do governo do Estado de São Paulo. Além de incluir o piloto na Rede de Projetos – criada para apoiar boas ideias, que podem ser desenvolvidas com apoio dos monitores do Acessa SP, o programa colocou conexão WiFi nas três escolas municipais escolhidas para o piloto e a Escola do Futuro treinou os professores para o uso de tecnologias no ensino.

As oficinas utilizaram tablets e smartphones para ensinar os profissionais a gravar, editar vídeos e produzir fotos. “Com o treinamento dos professores, eles puderam passar esse conhecimento para os alunos”, relembra Angélica Bordigone, orientadora pedagógica da Diretoria de Educação do município. No total, o projeto envolveu cerca de 240 alunos de 4º e 5º anos do Ensino Fundamental das escolas municipais Professora Maria Aparecida Tamaso Garcia, Professor João Batista Antonio Tamaso e Professora Irene de Oliveira Pereira.

O incentivo ao uso da tecnologia foi incorporado pelos professores, que passaram a usar mais os laboratórios das escolas. Na EMEB Maria Aparecida Tamaso, o uso do laboratório de informática pela professora Fatima Brito já é uma rotina. “Percebo que um aluno com dificuldade no aprendizado de matemática  compreende melhor quando usa um jogo para estimular o raciocínio e, em outras matérias, com temas mais abstratos, a Internet desperta o interesse dos alunos para aquele tema”, relata Fatima. As atividades em laboratório contribuem também para o conhecimento do professor, admite: “Eu também aprendo com os alunos, que dominam com mais facilidade o uso dos computadores. Quando preciso baixar um vídeo, por exemplo, são eles que me ajudam”, diz.

O aluno Rafael Mistieri Lopes, de 10 anos, ensina a prof. Fátima Brito a baixar um vídeo.

A experiência desenvolvida em Espírito Santo do Pinhal pode se transformar em uma experiência para ser ampliada para outras cidades do interior do Estado. Na semana passada, o novo superintendente do Acessa SP, Venerando Ribeiro do Valle Júnior, com técnicos da Prodesp e profissionais da Escola do Futuro, visitaram Espírito Santo do Pinhal para conhecer o projeto. “Estamos redesenhando o Acessa SP para ampliar a oferta de conteúdos nos postos e vamos avaliar esta experiência e, quem sabe, disseminá-la para outros municípios”, afirmou.

A diretora Dirce Malheiros, o superintendente Venerando Ribeiro do Valle e o prefeito interino João Detore

A notícia foi bem recebida pela diretora do Departamento Municipal de Educação, Dirce Cléa Malheiros. “É certo que nossos alunos, ao tornarem-se adultos, conviverão com um mundo social, econômico e cultural fundamentado nas Tecnologias de Informação e Comunicação. Por isso, o estamos contando com a parceria do governo do Estado para viabilizar programas que permitam as escolas a construção de conhecimentos e a utilização das ferramentas necessárias para que cada uma das crianças trilhe seu percurso escolar e se torne apta e engajada no mundo do futuro.”

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