O movimento Outubro Rosa nasceu nos Estados Unidos, na década de 1990. A ação tornou-se popular internacionalmente e passou a ser comemorada em todo o mundo. O objetivo da campanha é estimular a participação da população no controle do câncer de mama e com isso, promover a conscientização sobre a importância da detecção precoce da doença.

O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama.

Neste mês, divulgamos a mobilização de diversos postos do Acessa SP em apoio ao movimento Outubro Rosa e fechamos o mês com os depoimentos da supervisora de postos do Acessa SP, Tânia Maria Rentes da Costa e da usuária Marcia Cristina Britto, de Ilha Solteira, ambas com histórias de luta contra o Câncer. Veja abaixo:

“Câncer! Essa palavra tem vários significado: Medo, Morte, Fracasso, enfim, dependendo de como ele entra em nossa vida. Digo isso porque comecei a vivenciar essa doença à mais de 40 anos , minha mãe ficou doente eu era muito nova, mas como única filha fui sua companheira em todas as etapas, desde a cirurgias até os tratamentos e pós cirúrgicos. Ao longo de 25 anos acompanhei tudo o que aconteceu e com isso, aprendi muito! Minha mãe passava tranquilidade, segurança , fé e muito autoestima, não via a doença como o fim de tudo, tirou vários cânceres e sempre dizia ao ir para o centro cirúrgico “já estou curada!” e tudo acontecia como ela queria…Viveu 25 anos assim. Operava, fazia o tratamento e ficava boa, como se tivesse arrancado um dente, passava alguns anos ou às vezes meses e lá estava ele, novamente em outro lugar e ela sempre segura e confiante de que tudo iria acabar bem e assim viveu até seus 80 anos muito bem. Com ela, aprendi a enfrentar a doença e venho ganhando sempre, me trato no A.C. Camargo desde 1992 e já fiz quatro cirurgias e estou muito bem! Faço acompanhamento a cada três meses, repito todos os exames e ouço meu médico dizer sempre: “Sua autoestima te cura!”. Vi muitas pessoas no hospital A.C. Camargo com a mesma visão sobre a doença. Fé, Força, Perseverânça e autoestima…E já se vão 23 anos da minha primeira cirurgia…Hoje trabalho e sou uma pessoa saudável. O sentido da vida é crescer e não sofrer”, Tânia Rentes da Costa.

Tânia Rentes Costa, supervisora de postos do Acessa SP

“Desde que eu tive minha filha, um ano depois disto, comecei a fazer o preventivo, todos os anos com resultados normais. Um certo ano, fazendo em casa o autoexame preventivo das mamas, percebi que havia uma bolinha. Não me preocupei, pois fazia exames todos os anos e nunca indicou alteração, então deixei pra lá e fiquei tranquila. Dois meses depois, percebi que ao tirar o sutiã havia uma mancha meio escura na região, fiquei preocupada e fui procurar um médico, que diagnosticou um nódulo e colheu o líquido que estava ficando no meu sutiã. Quando veio o resultado levei um choque. Veio com suspeita de C.A. (Câncer). Fui encaminhada para Barretos e então passei por vários exames. Comecei a tomar medicação oral, que me derrubava pois tinha efeitos colaterais. Foi um ano e meio me tratando. A equipe médica disse que não havia necessidade de operaração, pois apenas com o tratamento via oral se normalizaria. Certo dia, voltei ao retorno médico e me disseram que a equipe avaliou e resolveram fazer a cirurgia. O motivo, era outro nódulo na mama esquerda e mais perigoso. Foi outro choque, mas vamos lá! Pediram para fazer outros exames pré-operatórios e depois dos resultados marcar a cirurgia. Os exames apontaram uma anemia, então tive que tratar primeiro da anemia para depois marcar a cirurgia. Foram três meses de tratamento e só depois do tratamento que então marcaram a cirurgia. Foi muito doido mas eu tive fé, apoio dos meus pais e da minha filha, que só tinha a mim, e isto me deu força. Fui para a sala de cirurgia sem saber o que iria acontecer. Foram cinco horas e meia de cirurgia; correu tudo bem, mas tiveram de fazer mastectomia, eliminaram todas as minhas mamas e não foi possível colocar silicone, pois houve rejeição, mas ficou linda por fora. Porém por dentro, estou toda remendada, mas o mais importante é que estou curada, com a graça de Deus!”, Marcia Cristina Britto.

Márcia Cristina Britto, usuária do Acessa SP de Ilha Solteira

 Outubro Rosa

O objetivo é fortalecer as recomendações para o diagnóstico precoce e rastreamento de câncer de mama, desmistificando crenças em relação à doença e às formas de redução de risco e de detecção precoce.

Segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), espera-se ampliar a compreensão sobre os desafios no controle do câncer de mama e esse controle não depende apenas da realização da mamografia, mas também do acesso ao diagnóstico e ao tratamento com qualidade e no tempo oportuno. O Instituto ressalta também, a necessidade de se realizar ações ao longo de todo o ano e não apenas no mês de outubro.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), estima que no mundo ocorram cerca de 1.050.000 casos de câncer de mama por ano. Sendo este, o tipo de câncer que mais incide sobre a população feminina. É também, considerado a causa mais frequente de morte por câncer.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo criou o Programa Mulheres de Peito, que tem o objetivo de trabalhar a conscientização destas mulheres sobre a importância da realização do exame, assim como a facilidade do acesso ao mesmo, através da dispensa do pedido médico, facilidade de agendamento e garantia do tratamento logo após a confirmação do diagnóstico. Para saber mais sobre o Programa clique aqui.

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