Oficinas do Lab Livre Acessa SP foram uma oportunidade para Sônia recomeçar

Sônia de Cássia Borges nasceu e cresceu, no bairro Casa Verde, Zona Norte de São Paulo. Ao longo de sua vida sempre teve na irmã mais velha um exemplo de dedicação e desenvolvimento pessoal. De origem humilde, desde cedo tinha um objetivo na vida: melhorar através da educação. Foi quando a irmã começou a usar o computador que ela decidiu que também queria aprender. Percebeu que poderia se dar melhor no seu trabalho.

Pouco tempo depois de se matricular em um curso de informática numa escola particular tudo mudou. Sua irmã descobriu que tinha uma doença grave, vindo a falecer pouco tempo depois deixando um filho adolescente aos cuidados de sua família. Ainda sob o impacto da perda, Sônia tomou uma decisão: continuaria do ponto onde sua irmã parou e levaria adiante o seu aprendizado. “Eu queria servir como exemplo para o meu sobrinho. Sabia que perder a mãe muito jovem era muito difícil então queria contribuir desse modo”.

Quando tentou retomar o curso que havia interrompido, percebeu que não conseguiria continuar porque os valores tinham aumentado muito então saiu em busca de uma alternativa. Foi quando soube através de uma colega de trabalho que no Parque da Juventude existiam cursos gratuitos oferecidos pelo Acessa SP. A princípio ela duvidou: “eu já conhecia o parque porque moro próximo, mas como ele se chama “da Juventude” eu imaginei que tudo o que acontecia aqui era voltado para esse público. Mas como a minha colega disse que os cursos eram para todas as idades decidi arriscar e ir conhecer”.

Sônia de Cássia Borges

Sônia decidiu aprender a usar dispositivos eletrônicos depois que sua irmã faleceu.

Sua determinação em aprender era tanta que ela comprou um tablet, com o sistema Android instalado, para servir como mais um fator de motivação: “eu não queria ficar para trás. Então comprei o tablet antes mesmo de saber mexer para poder chegar no curso e me desenvolver melhor”. E foi na oficina “Informática Básica” que ela aprendeu tudo o que sabe até o momento. “Antes de começar a participar eu não tinha nem uma conta de e-mail e nem sabia para que servia. Hoje eu já sei até desmontar uma CPU”.

Mas Sônia não para por aí. Trabalhando em uma empresa de eventos, é ela quem ficou responsável por pesquisar na internet sobre os temas com os quais sua equipe vai trabalhar: “na época das festas juninas fui eu quem pesquisou tudo aqui nas oficinas sobre o assunto. Levei toda a informação que consegui para lá e montamos a festa” diz ela que, até chegar no estágio atual de aprendizado, dependia de outras pessoas para fazer qualquer serviço na internet. “Eu tinha que ficar pedindo para minha sobrinha que não tinha muita paciência. Já quis prestar concurso público mas eu não consegui porque ninguém me ajudou a preencher as informações. Hoje eu sei fazer sozinha”.

Ao ser perguntada se tem algum tipo de conselho para quem não sabe lidar com tecnologia e tem dificuldade no aprendizado ela responde sem pensar: “Tem que persistir no aprendizado”.

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Um comentário Uma chance de recomeço pela alfabetização digital

  1. marcio disse:

    parabens

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