Pesquisa realizada com usuários do AcessaSP – programa de inclusão digital do governo do Estado de São Paulo – revela que 27% deles têm acesso à internet somente nos postos do programa. Os demais usuários desse serviço se conectam também por Wi-Fi, em casa e em outros locais. O levantamento mostra ainda que os frequentadores do AcessaSP utilizam os postos para realizar atividades profissionais, ou procurar emprego, e que uma boa parcela tem baixa escolaridade e renda familiar de até dois salários mínimos.

Os dados são da Pesquisa Online (Ponline) realizada anualmente pela Escola do Futuro da Universidade de São Paulo com usuários dos postos do AcessaSP na capital e no interior do Estado. Em sua 13ª edição, a pesquisa teve a participação de 78% dos 852 postos ativos e foi respondida por 3.180 usuários do AcessaSP.

Segundo a pesquisa, 50% dos entrevistados procuraram um posto do AcessaSP nos últimos 12 meses para procurar um emprego pela internet. Dos 3.180 entrevistados, 20% estão na faixa etária de 15 a 19 anos, enquanto 19% têm entre 30 a 39 anos. Outros 14% estão na faixa de 40 a 49 anos; 13% têm de 20 a 24 anos; e 12% são jovens na faixa de 11 a 14 anos de idade. Outros 10% têm entre 25 a 29 anos e apenas 11% têm mais de 50 anos. Crianças com até 10 anos representam o menor grupo de usuários: 1%.

O objetivo do levantamento é identificar o perfil do usuário, suas expectativas e avaliar o programa. Os dados são usados também para a elaboração de políticas públicas para aperfeiçoar o programa e ficam disponíveis no portal do AcessaSP . “A série histórica nos mostra que a pesquisa com os usuários do AcessaSP também reflete tendências da internet no Brasil”, informa Drica Guzzi, coordenadora de Pesquisa e Projetos da Escola do Futuro/USP. “Uma análise das respostas dos usuários nos indica, por exemplo, a tendência de uma ferramenta que será adotada, o surgimento de novas profissões, caso, por exemplo, de analistas de mídias sociais, que detectamos na Ponline de 2005, ou o fenômeno das lan houses, que apareceu na pesquisa de 2007, cita.

A Ponline de 2015, na avaliação de Drica, deixa claro o uso de aplicativos pelos usuários e mostra que a mobilidade veio para ficar. “Há um crescimento forte pelo uso da internet Wi-Fi nos postos do AcessaSP”, observa. Neste caso, a Ponline confirma uma tendência, a demanda por conexão por meio de redes sem fio, na qual o governo já está trabalhando. A Subsecretaria de Tecnologia e Serviços ao Cidadão (STSC) lançou edital para levar a internet sem fio para mais 300 postos do AcessaSP.

Pesquisa revela perfil de usuários de internet grátis do Estado de SP – Rede CNT

Mobilidade

A Ponline 2015 mostra que 80% dos usuários do AcessaSP têm celular, sendo 67% na modalidade pré-pago e 13% apenas têm um pós-pago. Esses usuários usam o celular para fazer ligações, tirar fotos, usar aplicativos. Nada menos que 88% têm Facebook, 85% utilizam o WhatsApp e 62% acessam o canal Youtube.

AcessaSP


Criado em 2000, o programa de inclusão digital do governo do Estado de São Paulo tem como missão promover o empoderamento digital do cidadão oferecendo infraestrutura gratuita de tecnologia e comunicação, orientação, informação e formação, em um ambiente colaborativo.

Recentemente, o AcessaSP criou a Trilha do Conhecimento, um conjunto estruturado de serviços e oportunidades governamentais e privados para orientar o usuário em sua realização profissional e pessoal, por meio da inclusão digital qualificada. Para conhecer o projeto Trilhas do Conhecimento, acesse aqui.

Para baixar a pesquisa, acesse aqui.

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3 comentários para Pesquisa revela perfil de usuários de internet grátis do Estado de SP

  1. Edna Alves dos Santos disse:

    Bom dia! AcessaSP foi muito boa a reportagem.

  2. edjane maps disse:

    esqueceram deste dado os miseraveis,olha o meu caso=

    se 50% dos usuários nos últimos 12 meses estavam em busca de um emprego,estou desempregada há um tempo!

    se 27% só têm acesso à internet nos postos do programa de inclusão digital do governo,eu só tenho esse recurso mesmo e na internet ficamos muitos sem resposta do e-mail em muitos casos e no Brasil educação virou ninguem dizer com licença,por favor e obriagada ou um bom dia ,

    se 54% dos usuários têm renda familiar mensal de até dois salários mínimos,no caso dos miseraveis não citados não tem renda nenhuma e nem o que comer,eu como de lixo de rua…E quem se importa????DEUS QUISER EU VOU SER TÃO RICA QUE VOU TERO QUE COMER E OS MISERAVEIS COMIGO AJUDANDO PODERÃO COMER,NÃO FICAR VENDO GENTE COMENDO NA FRENTE DA GENTE EM LOCAIS DE TRABALHO DELES!CHEGA DISSO,O POVO POBRE TEM DIREITO DE SER FELIZ COM QUALIDADE DE VIDA,REAGE BRASIL!

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