Por mais que se preocupe com a segurança de seu dispositivo, qualquer pessoa pode acabar se tornando vítima de hackers e criminosos. E em alguns casos o usuário nem desconfia do que está acontecendo em seu computador, tablet ou celular. “Em 60% dos casos, as vítimas só ficam sabendo depois e por meio de uma terceira pessoa (a quem transmitiram o vírus) ou por uma instituição (como o banco)”, explica Jim Wheeler, diretor de ciberoperações da Protection Group International.

Confira algumas dicas que podem indicar que o seu dispositivo foi hackeado e saiba o que fazer:

  • Um dos principais sinais de que seu computador foi invadido é o comportamento diferente. Se os programas param de funcionar, há arquivos com conteúdo trocado e até flutuações na conexão, é bom ficar atento.
  • O surgimento de barras de ferramentas no navegador que não foram baixadas pelo usuário também podem indicar um malware no PC.
  • Se o antivírus parar de funcionar repentinamente ou parecer ter sido desativado, preste atenção.
  • No celular, um aumento no consumo de dados, sem que o usuário tenha feito nada de diferente, pode ser sinal de um programa malicioso.

Para Ángel Bahamontes, especialista em informática forense e presidente da Associação Nacional de Avaliadores e Peritos Judiciais Informáticos da Espanha, muitos ataques só acontecem devido à falta de prudência dos usuários. “As pessoas fornecem dados sem verificar quem está pedindo – por exemplo, em apps gratuitos -, baixam programas que colocam em risco o computador e depositam o dinheiro em contas de PayPal que conseguiram participando de promoções falsas. Grande parte dos ataques poderia ser evitada com algum cuidado e bom senso”, explica.

O que fazer?

Wheeler sugere que as pessoas se mantenham informadas sobre a segurança na web. “É importante que as pessoas tenham mais consciência dos riscos. Na maioria das vezes, nem o usuário e nem o criador do site onde ocorreu o ataque percebem que os hackers estão agindo. Não é preciso ser um gênio para fazer um ciberataque. Até um menino de 14 anos consegue”, afirma.

É importante manter antivírus atualizados e não clicar em links suspeitos. Nos celulares, os especialistas sugerem que o usuário evite baixar aplicativos em lojas não oficiais.

Publicado em Olhar Digital


Robson Leandro

Trabalha na Escola do Futuro da USP desde julho de 2006. Até maio de 2013 esteve no projeto Acessa SP passando pela Rede de Projetos, Formação (Programa de Capacitação Continuada) e pela coordenação do projeto. De 2013 até 2014 coordenou o ecossistema web da coordenadoria de juventude do estado de São Paulo. Retornou ao projeto Acessa SP em abril de 2015.

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