Decidir a maneira de captar fundos para a sua startup pode ser muito complicado, uma vez que cada opção implica prós e contras. De fato, não existe uma fórmula capaz de apontar qual a melhor escolha para a sua empresa, mas essa não é uma tarefa impossível. O que você precisa fazer é conhecer em detalhes cada alternativa e analisar com muito cuidado.

Autofinanciamento

Se você não confia em investimentos externos e prefere não apelar para os empréstimos, a melhor solução é o autofinanciamento. Embora seja mais complicado levantar a quantia necessária, esse recurso permite que você tenha o controle total do seu negócio. Ou seja, você toma as decisões e é livre para efetuar as mudanças que quiser. Contudo, esse tipo de financiamento vem com um risco que muitos empresários ignoram: a inexperiência. O autofinanciamento tira de você a possibilidade de manter contato com pessoas experientes no mercado, tendo em vista a competitividade. Com isso, fazer as escolhas certas se torna um exercício complexo.

Amigos e família

Ter um grupo de confiança, seja de amigos ou familiares, disposto a arcar com algumas de suas despesas pode ser uma opção muito interessante. Entre todas as possibilidades, essa é a que oferece, inclusive, mais flexibilidade e paciência no que se refere ao retorno. No entanto, é preciso ter em mente que essa também é uma solução pouco formal e que é preciso muita maturidade para lidar com esse tipo de questão sem deixar que isso interfira no seu relacionamento pessoal com os envolvidos.

Crowdfunding

O crowdfunding ou financiamento coletivo é uma das melhores ferramentas para ajudar a economia da sua startup. O processo consiste em pessoas contribuindo voluntariamente (e com a quantia que consideram justa) para as empresas que acreditam ter potencial. Além de arrecadar fundos para a sua empresa, o crowdfunding também valida a sua ideia dentro do mercado, uma vez que a quantidade de pessoas contribuindo é diretamente proporcional à credibilidade do seu negócio. Esse aval pode ser determinante para o futuro da sua organização. Porém, é preciso ser realista: conquistar a confiança de todas as pessoas necessárias para atingir sua meta de valor não é tarefa fácil. Isso requer uma campanha bem estruturada. Além disso, é preciso cumprir aquilo que você prometeu enquanto buscava os recursos.

Sweat equity

O sweat equity é uma forma de remuneração em que os fundadores de uma empresa dão parte do capital em troca do trabalho de outra pessoa. Um dos principais benefícios do método é que você não tem a pressão de um investidor durante a estruturação do seu negócio. E, se você obtiver sucesso, ainda mantém a maior fatia possível do empreendimento. Contudo, se você quer investimento direto, e em dinheiro vivo, certamente essa não é sua melhor alternativa.

Anjos investidores

Se a sua empresa não precisa de uma grande rodada de investimentos, procurar um anjo investidor pode ser apropriado. Isso permite que você retenha o controle da rotina do seu negócio mesmo que os fundos venham de fora. Contudo, procure saber primeiro quais são as visões e as metas do seu investidor. Certifique-se de que seus objetivos estejam alinhados.

Venture capital

O venture capital é um investimento feito em uma empresa com o objetivo de fazê-la crescer rapidamente e multiplicar o investimento em um curto espaço de tempo. Em geral esse investimento é considerado de risco porque não há garantias sobre o sucesso do projeto. Nesse caso, o empreendedor oferece a capacidade de execução, ao passo que o investidor tem os recursos financeiros, a experiência estratégica e o network necessários para alavancar o negócio. Entretanto, é preciso ter em mente que ambos devem trabalhar de maneira alinhada, superando os desafios e mantendo o objetivo comum de fazer o negócio funcionar.

Com informações do portal Universia

Como Conseguir Investidores para sua Startup


Robson Leandro

Trabalha na Escola do Futuro da USP desde julho de 2006. Até maio de 2013 esteve no projeto Acessa SP passando pela Rede de Projetos, Formação (Programa de Capacitação Continuada) e pela coordenação do projeto. De 2013 até 2014 coordenou o ecossistema web da coordenadoria de juventude do estado de São Paulo. Retornou ao projeto Acessa SP em abril de 2015.

1 comentário

Thiago Quitério · 19/12/2016 às 9:52

É muito bom ver vídeos como esses simples e objetivo para responder perguntas desse mundo startup. Eu trabalho em uma voltada pra gestão da informação e comunicação nas empresas, chamada NewAgent, e sei como isso ajuda as startups iniciantes no mercado. Parabéns pela iniciativa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *