Rogério Lourenço frequenta o AcessaSP desde 2001

Rogério Lourenço tem um notebook, possui um smartphone com serviço de dados, mas continua frequentando o AcessaSP porque, no espaço, se relaciona com outros usuários. “Continuo vindo ao posto pelo relacionamento”, afirma Rogério, um dos frequentadores mais assíduos, e antigos, do programa. Ele vai ao AcessaSP desde 2001 e já foi usuário dos postos da Sé, Barra Funda e Luz. Hoje, costuma ir ao posto que funciona no Poupatempo de Santo Amaro, mais próximo de sua residência.

Aos 46 anos, Rogério está fazendo um curso superior na modalidade EAD. Nesses 15 anos frequentando os postos do AcessaSP, Rogério aprendeu que não dá para viver sem internet. “Tudo é na rede, até para você procurar um emprego precisa usar a internet”.

Ao contrário de Rogério, outros usuários não têm o serviço de dados  e têm dificuldades com o computador e com a internet – pesquisa com usuários do programa mostra que 27% de todos os frequentadores do AcessaSP usam internet apenas em um posto do AcessaSP.

“Hoje, há muitos albergados que vêm ao posto, pessoas sem perspectivas de vida, e até mesmo gente que não sabe como usar a internet. Deveria ter um serviço social para orientar esse público a usar a rede para o desenvolvimento pessoal, a fazer um curso online, procurar um emprego”, sugere. (Sobre este tema, veja Trilhas do Conhecimento).

É o caso de dona Eliane Dias Camargo Oliveira, que foi ao posto de Santo Amaro para acessar seu e-mail com o objetivo de imprimir uma conta para pagamento. Com dificuldade, entrou na página do Yahoo, mas não conseguiu lembrar a senha e nem recuperá-la. “Meu filho está me ensinando, mas é a primeira vez que uso sozinha”, contou. Após a ajuda da monitora, obteve sucesso.

A supervisora do posto, Sueli Said da Silva, relata que muitos frequentadores têm dificuldade para criar um e-mail e para buscar informações na rede. “Não sabem por onde começar”, diz. Tem aumentado o número de pessoas que vão ao AcessaSP fazer currículo e há, também, os que vão fazer pesquisa de escola, assistir um filme ou simplesmente navegar pelas redes sociais.

José Rafael Filho acompanhou a esposa Shirlei ao posto para fazer currículo

“A demanda para usar a internet para procurar um emprego tem aumentado”, afirma a supervisora Sueli. Shirlei Maria da Silva é um desses casos. O marido, José Rafael Filho, acaba de ficar desempregado. Foi ao Poupatempo dar entrada no seguro desemprego e acompanhou a esposa ao posto do AcessaSP, onde ela preparou um currículo para tentar uma vaga de recepcionista ou telefonista. “Dois desempregados na casa não dá”, disse o marido. “E temos três filhos para criar”, completou a esposa.

 

 

 

 

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