Após uma apresentação sobre o que é inclusão digital para idosos do projeto “Quero Vida”, a monitora recebeu mais de 50 candidatos para o curso de informática

Desenvolvido pela monitora Ângela Maria de Lima, o curso de informática oferecido no posto do Acessa São Paulo de Capão Bonito para a chamada “Melhor Idade” tem o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, que já realiza atividades para idosos no município, como o projeto “Quero Vida”. A meta era reunir até 50 pessoas para as aulas programadas para terças e quintas, mas a lista já tem 58 inscritos e as monitoras Ângela Lima e Maria Emília Rodrigues têm uma turma extra às sextas-feiras pela manhã.

“Iniciamos o curso em setembro após uma apresentação para os interessados sobre o que seria ensinado, destacando como a inclusão digital pode ajuda-los no dia a dia, inclusive no uso dos serviços bancários”, relata a monitora Ângela Lima. Com duração de 1 hora, as aulas acontecem sucessivamente a partir das 8h30 e estão sendo frequentadas por 43 pessoas. Como o posto tem outros usuários, apenas 30% do tempo é destinado para o curso de informática para idosos.

A expectativa é que, no encerramento do curso, em dezembro, todos consigam atingir suas metas, sejam elas a familiaridade com o computador e as redes sociais ou aprender a trabalhar com planilhas para usar as facilidades do mundo Excel nos negócios. É o caso, por exemplo, de dona Edite da Silva Carvalho, 62 anos, proprietária de uma loja de artigos para festa. Ela tem computador na loja, já usa o equipamento para emitir nota fiscal, mas quer aprender a usar planilhas. “Eu sabia o básico e estou aprendendo sobre as funções das teclas e espero que o curso me ajude a trabalhar com planilhas”, afirma Edite.

O conteúdo do curso foi desenvolvido pela monitora Ângela, que é também professora. Ela fez um diagnóstico do conhecimento dos alunos com o computador e a internet e trabalha as necessidades de cada um. No geral, ensina a usar o teclado, o mouse, a criar e enviar e-mails, navegar pelas redes sociais. “Depende da demanda de cada um”, diz.

Na seleção dos alunos, Ângela priorizou os candidatos com mais de 60 anos. A maioria está na faixa etária dos 70 anos. A única exceção é Rosangela Bloes, de 58 anos, que frequenta as aulas para acompanhar a mãe, dona Antonia Mendes Bloes, que está com 86 anos.

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