A pesquisa anual (POnline) realizada para traçar o perfil dos frequentadores do programa de inclusão digital AcessaSP confirmou uma tendência já verificada em 2017: o serviço é utilizado por um público mais velho, ao contrário do que ocorria na primeira década do programa, quando os usuários eram majoritariamente jovens. O levantamento de 2018 mostra que mais de 50% dos usuários têm acima de 30 anos de idade e que 43% foram a um posto para procurar emprego pela internet e outros 13% para trabalhar. Os usuários na faixa de 15 a 19 anos de idade somam 14,85% e os que têm entre 20 e 24 anos, 11,23%. Há postos do AcessaSP que atendem pessoas com mais de 60 anos – elas vão ao AcessaSP para aprender a usar a internet.

O programa atende a Capital e o interior do Estado, cobrindo mais de 300 municípios. Os 465 postos em operação na data da pesquisa foram convidados para participar do levantamento, realizado durante três dias no mês de novembro. Nesse período, foram atendidos 8.620 usuários nos postos e 13,2% deles responderam ao questionário com 31 questões de múltipla escolha.

A pesquisa mostrou também que:

  • 69% são do sexo masculino e 31% do feminino
  • 59% não estudam atualmente
  • 30% frequentam a escola (Ensino Fundamental, Médio, Técnico, Superior ou Supletivo) e 11% frequenta outro tipo de curso

O resultado da pesquisa também indicou que o público que usa o AcessaSP é de baixa renda: 62% têm renda familiar de até dois salários mínimos. Esse dado está em linha com as pesquisas nacionais sobre inclusão digital no País.

A TIC Domicílios 2017 (divulgada em 24/07/2018) aponta que apesar do aumento no percentual da população conectada, persistem as desigualdades sociais: enquanto nas classes A/B a população conectada chega a 99%, nas classes D/E é de 30%.

O Suplemento de TIC da PNAD Contínua, do IBGE (divulgada em 21/02/2018), mostrou que a internet é utilizada em 69,3% dos domicílios no Brasil. No Estado de São Paulo, o percentual chega a 80,4%. Dos 19,6% de domicílios do Estado que não utilizam internet, 5,3% não o fazem por considerar o serviço caro.

 

 


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