Os postos do programa de inclusão digital AcessaSP são frequentados por um público mais velho, ao contrário do que ocorria nos anos 2000, quando o serviço foi criado pelo governo de São Paulo para democratizar o uso da internet no Estado. Naquela época, os usuários eram majoritariamente jovens. Os dados são da pesquisa online (POnline), uma das ferramentas de acompanhamento do programa, feita por meio de um questionário com os usuários do serviço.

Gráfico comparativo por faixa etária 2008 a 2018

O programa atende a Capital e o interior do Estado, com unidades em 338 municípios. Os 465 postos em operação na data da realização da pesquisa (novembro/18) foram convidados para participar do levantamento, realizado durante três dias. Nesse período, foram atendidos 8.620 usuários nos postos e 13,2% deles responderam ao questionário com 31 questões de múltipla escolha.

Quem vai ao AcessaSP

  • 78% dos usuários frequentam o posto mais de uma vez por semana
  • 25% têm no AcessaSP a única opção de acesso à internet
  • 62% têm renda familiar entre um e dois salários mínimos
  • 43% foram a um posto para procurar emprego pela web e 13% para trabalhar
  • 37% não trabalham mas estão procurando emprego
  • 69% dos usuários são do sexo masculino
  • 52,8% têm mais de 30 anos de idade
  • 59% não estudam
  • 35% têm Ensino Médio completo
  • 30% frequentam a escola (Ensino Fundamental, Médio, Técnico, Superior ou Supletivo) e 11% frequentam outro tipo de curso
  • 14% são usuários de internet há menos de 1 ano
  • 75% dos usuários do AcessaSP têm celular (62% pré-pago e 13% pós-pago)
  • 71% utilizaram a internet nos últimos três meses para enviar mensagens instantâneas

Nada menos que 85% informaram ter acessado a internet em postos do AcessaSP nos últimos três meses:

Nos últimos 3 meses, de onde você acessou a internet?

O resultado da pesquisa também indicou que o público que usa o AcessaSP é de baixa renda: 62% têm renda familiar entre um e dois salários mínimos. Esse dado está em linha com as pesquisas nacionais sobre inclusão digital no País.

A TIC Domicílios 2017 (divulgada em 24/07/2018) aponta que apesar do aumento no percentual da população conectada, persistem as desigualdades sociais: enquanto nas classes A/B a população conectada chega a 99%, nas classes D/E é de 30%.

O Suplemento de TIC da PNAD Contínua, do IBGE (divulgada em 21/02/2018), mostrou que a internet é utilizada em 69,3% dos domicílios no Brasil. No Estado de São Paulo, o percentual chega a 80,4%. Dos 19,6% de domicílios do Estado que não utilizam internet, 5,3% não o fazem por considerar o serviço caro.

O levantamento é realizada desde 2003. Para conhecer todas as edições da pesquisa, clique aqui.


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